quarta-feira, 29 de maio de 2013

  Se eu tivesse as pernas da dona aranha, teceria um céu em que as estrelas se alinhassem.   
  Colchões seriam amarrados com força aos seus caminhões, corpos jamais atravessariam para-brisas. A Lua apareceria sobre o mar escuro como vinho e entregaria bebês apenas a donzelas e músicos que tivessem rezado bastante e com fé. Garotas perdidas não precisariam de bússolas, nem de mapas. Elas encontrariam caminhos de biscoitos de gengibre para guiá-las para fora da floresta e de volta para casa.
   Elas jamais dormiriam em caixas prateadas com lençóis de veludo branco, não até se tornarem vovós enrugadas como papel e estivessem prontas para a viagem.




{Garotas de Vidro}

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